Opinião do Cascione: Sou Alvinegro






O importante não é o Santos ter sido campeão.

Minha memória está repleta de tantas conquistas a partir de meus três anos de idade.

De Leonídio, Artigas e Dinho, Nenê, Pascoal e Alfredo, 109, Antoninho, Nicácio, Odair e Pinhegas, até a vitória, neste 3 de maio, diante do Palmeiras, vi, ao longo de 70 anos, desde o pequeno estádio construído em armação de madeira, até a Vila Belmiro atual, todos os times do Santos fazerem a história do clube de futebol mais vencedor do Brasil.

Sou um dos poucos sobreviventes, e uma das mais antigas testemunhas oculares, quase sempre de corpo presente, de toda essa notável História.

Domingo, quando múltiplas gerações, gente de todas as gentes, cantavam, choravam, e libertavam o grito da multidão e o timbre de milhões de santistas habitantes destes brasis, tive uma emoção especial graças ao privilégio de ter visto mais e sentido mais, em razão do largo tempo vivido por este meu coração alvinegro.

Mas, o Santos não é de ninguém. É de todos os passageiros que, com seus corpos e almas, escolheram embarcar num trecho da viagem desse Clube, dedicando-lhe incontida paixão.
Sou um desses remotos passageiros de longa viagem.

Mas retenho, em meus olhos, todas as paisagens de instantes de emoção e de sonho, que, por fazerem parte de minha vida, estarão comigo na insondável eternidade.

Não sei a que se deve essa paixão capaz de nivelar e arrebatar gente com diversidade de origem, raça, cultura, idade, formação, personalidade e caráter.

Nem me importa decifrar esse enigma. Fico com a realidade desvendada: “Sou alvinegro da Vila Belmiro, o Santos vive no meu coração”.

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