Mundo Sustentável: Podas - texto de Luciano do Leme do Prado Cascione







Estou num período de ausências compulsórias. O dia a dia à frente da Secretaria de Meio Ambiente de Santos impõe-me desafios que me exigem muita atenção, trabalho e responsabilidade.

Após 6 meses de trabalho, há muito a ser feito.

Mas peço licença para discorrer sobre o que já foi realizado ou está em andamento, não sem antes salientar que a herança recebida da gestão anterior não foi das melhores.

O primeiro desafio a ser superado é a questão mais aflitiva para os cidadãos que buscam o serviço da Ouvidoria Municipal: a poda de árvores.

Assumimos em 1º de janeiro com a missão de solucionar esse problema.

Desde meados de 2012 o serviço de poda vinha sendo feito apenas de forma emergencial. A empresa contratada, à época, alegou problemas financeiros e interrompeu os trabalhos no mês de maio. Mas, mesmo antes da interrupção, os serviços executados estavam abaixo do esperado/contratado.

Santos tem, em sua área urbana (sem contar a área continental e morros) 36 mil árvores em suas vias, praças, jardins e espaços públicos.

Os contratos atinentes ao serviço de poda, firmados na gestão anterior, previam um alcance de somente 12 mil árvores anuais. Ou seja, um terço das árvores existentes na Cidade. Assim somente ao final de 3 anos, todas as árvores da Cidade poderiam ser podadas, sem haver repetição.

Obviamente, era pouco, se tomarmos o crescimento vegetativo das árvores na cidade de Santos.

Com a necessidade de correr atrás do prejuízo e respeitando os limites do orçamento da Secretaria, abrimos processo de licitação para contratar novo serviço, contemplando 20 mil podas de copas (8 mil a mais do previsto no contrato anterior) e além disso, dobramos o número de cortes de raiz, para possibilitar uma melhor manutenção das calçadas da cidade.

Com o ritmo que estamos imprimindo, a tendência é realizar a poda de todas as árvores da cidade até meados de 2014. Portanto, em 1 ano e meio de trabalho, devemos fazer os serviços que, na melhor das hipóteses, levavam mais de 3 anos para serem feitos (segundo os dados sobre o número de reclamações que chegavam à Ouvidoria municipal, e de mensagens de munícipes divulgadas pela imprensa).

Claro que não é possível fazer o necessário em dois ou três meses. Por isso, ainda haverá reclamações. Mas até o final de julho de 2014, certamente a lógica das reclamações em Santos mudará.

Espero voltar, quando necessário, a prestar contas, aos cidadãos de Santos, sobre as importantes questões ligadas ao meio ambiente.

Obrigado pela atenção.

Luciano do Leme do Prado Cascione

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